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07 MarEstudos apresentam novos tratamentos para calvície

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

Terapia com laser de baixa potência e a bioestimulação através de plasma rico em plaquetas foram algumas opções mostradas durante o Congresso Anual Americano de Dermatologia para o tratamento da alopecia.

A alopecia, mais conhecida como calvície, é uma doença relativamente frequente na população e causa perda parcial ou completa dos fios de cabelo, podendo ter sua causa ligada aos mais diversos fatores. “Por exemplo, a chamada alopecia areata está relacionada a genética e a participação autoimune do organismo, que ataca e destrói, por engano, as estruturas que formam os fios, causando falhas circulares sem pelos no couro cabeludo, barba e púbis”, explica a dermatologista Dra. Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology (AAD). “Já a alopecia androgenética também está ligada a fatores genéticos e hormonais, onde os hormônios masculinos, principalmente a testosterona, produzem uma inibição do crescimento do pelo. Apesar disso, esse tipo da doença também afeta as mulheres e leva ao crescimento de fios cada vez mais finos até a interrupção completa do crescimento.”

Por estar diretamente ligada a genética, a alopecia não pode ser prevenida, mas alguns fatores como a menopausa, a suplementação de hormônios masculinos, má alimentação, traumas e estresse podem acelerar e piorar o problema. “Quanto ao tratamento, este pode variar de acordo com a gravidade da queda capilar e sua causa. Normalmente, visam controlar a doença, reduzir as falhas e evitar que novas apareçam através de medicamentos orais, como bloqueadores de hormônios, e medicamentos tópicos, como o minoxidil. Em casos mais graves, pode-se optar também por um transplante capilar”, afirma a especialista. Mas é preciso entender que a doença não tem cura definitiva, logo o tratamento deve ser continuo e com uma rotina de cuidados regrada para que haja uma melhora significativa.

Porém, segundo a dermatologista, novas opções de tratamento para a alopecia já estão a caminho. Como mostrado durante o Congresso Anual Americano de Dermatologia, que aconteceu em fevereiro nos Estados Unidos, o folículo capilar tem as mais rápidas células de renovação do organismo, além de conter células-tronco para a pele, cabelo e gordura facilmente disponíveis para análise, tornando-o facilmente acessível para estudo. “Recentemente foi descoberto que a proteína Prostaglandina D2 (PGD2) está presente em níveis altos em pessoas com calvície, principalmente se comparado a pessoas que não sofrem com o problema. Logo, ensaios clínicos mostraram que inibir a PGD2 de se ligar com seu receptor em folículos capilares pode reverter a alopecia”, afirma.

A bioestimulação através da injeção de plasma rico em plaquetas (PRP) também se mostrou promissora para otratamento da doença, tanto em ensaios clínicos como no uso clínico cotidiano. Isso porque este material, obtido a partir de amostras de sangue e injetado no couro cabeludo, atua reativando as células mortas e estimulando o crescimento do cabelo na área. “A terapia com laser de baixa potência também ajuda na melhora do crescimento do cabelo, pois estimula os caminhos sinalizadores da proteína Wnt, essencial para o crescimento dos fios e a produção dos pigmentos neles presente”, afirma a Dra. Valéria Marcondes. “Além desses tratamentos, pelo menos oito ensaios clínicos para a alopecia estão em andamentos e vários outros estão na fase pré-clínica, como, por exemplo, um antiandrógeno tópico, que tem como papel a diminuição dos hormônios masculinos.”

Fonte: Dra. Valéria Marcondes – Dermatologista da Clínica de Dermatologia Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser.